Fez um relato para a acta. A obra da envolvente do Mosteiro foi uma obra exemplar em discussão pública e política. Bastante participada. Carlos Bonifácio também foi na mesma onda e explicou as razões que levaram ao deixar pisar o saibro.. Resumi que estive contra o facto de não ter havido outras ideias para podermos escolher. Depois, perante os factos, na CDU, aceitámos aprovar o projecto com reservas que colocámos em declaração, as quais continuam todas pertinentes.
António Henriques avança no mesmo tom e desequilibra-se insinuando que a CDU é culpada do atraso de 3 meses na obra porque apoiou a CREPMA. Não sabe se o partido dele andou por lá. Houve para aí uns figurantes, se calhar um deles está aqui à minha frente. Ripostei mais tarde:
O Vereador António Henriques fez uma intervenção, no mínimo, absurda. Quem é figurante??? A minha prática e a da CDU é clara e com frontalidade permanente. As críticas que fizemos estão escritas ao longo do processo de obra. Antes de irmos para a opinião pública expressámos, aqui, a nossa ideia. Em relação ao movimento da CREPMA apoiei, tal como a maioria apoiou, o diálogo, a negociação transversal técnicos e políticos. No final do processo de diálogo, apelei, frontalmente, em reunião, para que a CREPMA aceitasse as cedências do Arquitecto Byrne e da maioria. Também critiquei, aqui e publicamente, a CREPMA por ter optado pela colocação do processo em tribunal, em vez de se manter em diálogo permanente ao longo e depois da obra. Quando, ao longo da obra, fui e fomos protestando pelo fechamento, pela não entrega das plantas do que era alterado, fi-lo como é prática habitual, directamente, frontalmente e escrevendo. O Sr. Vereador não gosta de reuniões e de análises. Acha que o processo termina na votação. Nós não!!! Como exemplo maior está na reunião em que chegou atrasado e começou a ditar que era um disparate aquela reunião de trabalho e que já tinha uma hora de informação da obra!!! Chegou-se ao ponto de só, nessa reunião em 8.8, ter tido a reunião de câmara com o Arquitecto Falcão Campos, que reclamava, e, aí, sim, ter percebido, as razões do gabinete de arquitectura, de todas as alterações introduzidas ao projecto inicial, nomeadamente, a R. D. Pedro V.
Inauguração da Zona Envolvente do Mosteiro, com a srª ministra da Cultura que só estará de manhã em Alcobaça. Hermínio Rodrigues, vereador das Obras Municipais, acrescenta: as esplanadas só virão da Alemanha a 23.8. O saibro não poderá ser pisado até 17.9.; as árvores estão secas mas só serão substituídas depois da inauguração e no tempo adequado. Perguntei o que se vai inaugurar? Não temos bosque, não temos árvores, não temos o espaço saibro, não temos esplanadas… Acho que isto não está nada bem… Há muito contra vapor, nomeadamente de quem mora e comercia nas Ruas adjacentes. Há muita gente contra a obra das 11 às 15h. Depois, à noite, já há uma maioria favorável…
Comecei por resumir que entendo que esta obra não resolve os problemas estruturantes da cidade de Alcobaça. Em todas as frentes há tanto para fazer: Turismo, cultura, indústria, comércio, rios, ambiente, património. Lembrei que o Mosteiro e o IPPAR têm adiado projectos de fundo. Faltou acção, ao longo destes 7,5 anos para conduzir a mais restauros no centro histórico. Quanto à obra da envolvente do Mosteiro, a CDU esteve contra o facto de não termos tido concurso de ideias. Perante o projecto único considerámos a qualidade e aprovámo-lo com um conjunto de reservas e alertas que se confirmaram. Temos sido críticos ao desenvolvimento da obra. Estamos muito críticos na forma como os comerciantes e moradores estão a sofrer o impacto das obras, muitos, com sinais claros de desespero. Aparentemente é uma obra aberta. Mas o que é real é que muito do que se decide em obra vem muito tarde à reunião e nem sequer é fornecido uma planta da alteração. Num ano de obra só tivemos uma visita guiada à obra em 14 de Janeiro. (Carlos Bonifácio lembrou a visita com arquitectos. Fui convidado ao final do dia na véspera e não consegui desmarcar compromissos.) De registar que só há poucos dias recebi uma planta da disposição das esplanadas que dá algumas pistas de como fica a obra no seu final mas ainda não tem muitos elementos essenciais. Num ano de obra é completamente inaceitável esta prática! Como é que posso ouvir os meus camaradas e amigos sem documentação??? -Continuo a não perceber nada do que será feito na R.D. Pedro V e no Largo dos Combatentes. AFC explanou
nota para a actualidade
1. Informamos que entregaremos o processo completo das listas da CDU, no Tribunal de Alcobaça no dia 16.8.2005, às 11.30.
2. A Lista completa da Câmara é a seguinte:
Rogério Raimundo - actual vereador - Cela
Lúcia Serralheiro - Professora e actual deputada da AM - Benedita
Rui Coutinho - funcionário correios - Pataias
Marta Ribeiro - Relações Públicas - Prazeres e Turquel
António Eduardo Marques - T.O.Contas - Alcobaça
Rita Subtil - Geóloga - Alcobaça
Abel Duarte - Professor - Alcobaça
Célia Parreira - finalista sociologia - Évora
Alberto Silva - engenheiro - Alcobaça
Glória Tinta - Formadora Jardins e espaços públicos- Turquel
Actas Vereador: reunião câmara alcobaça 6 junho 2005
Quinta, 09.Junho.2005
3.Intervim, ainda, nas seguintes matérias,
3.1. Estive no Congresso das Colectividades e quero destacar a importância da dinamização da actividade física. Foram apresentadas comunicações de 3 concelhos (S. Paulo, Oeiras e Ponte de Sôr)que têm uma experiência rica nesta frente de combate ao sedentarismo. Lá ficou demonstrado os perigos da má nutrição, do tabaco, do álcool, mas ficou muito explícito que o sedentarismo é uma praga impressionante. Daí que Alcobaça devia aprender com estas experiências, envolver colectividades e multiplicar clubes que “Agitem”, ponham a mexer as pessoas em defesa do bem estar e da saúde…Presidente comentou que não é capaz de caminhar mas reconhece que a importância desta problemática.
3.2. O Clube de Leitura de S. Martinho do porto. São pequenas experiências que devem ser relevadas. Incentivar para a leitura. Presidente lembrou os tempos de criança e o vício que tinha de ler. Relatou a experiência da Biblioteca do externato.
3.3. Associações de Pais. O agrupamento de S. Martinho teve uma iniciativa recente. O Centro Cénico da cela, nesta semana da criança, envolveu bem os pais em 2 acções (nutrição e instrumentos musicais a a partir do lixo) mas o que vos quero destacar é a experiência da associação de Pais do Agrupamento de Pataias. Pela 1ª vez tive contacto com uma organização, a “Escola de Pais Nacional”, com voluntários a promoverem colóquios. Impressionante a dimensão das presenças. Mas que não pode desanimar quem esta nestas frentes associativas. Para um universo de pais de 1000 crianças, compareceram 35 pessoas… Muito devemos fazer para fazer um triângulo dinâmico: Escola/Pais/Alunos.
3.4. Saudei a iniciativa, dia sem carros, da escola secundária D. Inês de Castro. Tenho defendido estas jornadas de sensibilização inseridas na AGENDA 21... Vereador Hermínio confirmou que foi uma iniciativa muito bem organizada.
Já falei várias vezes nesta matéria. O PS fez proposta concreta. A maioria disse que ia reflectir. Agora avanço com proposta concreta de que os SM da Câmara contactem a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas ou os concelhos que já aderiram a esta solução da tarifa especial: Aveiro, Sintra, Lisboa, Porto, Coimbra, Portimão, Ribeira Grande e Condeixa-a-Nova. A minha proposta contempla a questão das famílias serem carenciadas e numerosas do concelho poderem poupar entre 20 a 30% na factura da água, já a partir do próximo dia 1 de Setembro. A medida da autarquia não passa por baixar o preço, mas sim por aumentar os escalões, tornando-os mais equilibrados para os agregados familiares com mais de cinco elementos.
É fácil fazer o estudo de entre os clientes, que temos e quais poderão vir a beneficiar com esta medida. Para isso basta que os consumidores comprovem junto dos SMA, através da declaração de IRS, que o seu agregado familiar tem cinco ou mais elementos e que estão com rendimento per capita inferior ao salário mínimo nacional.
Condicionalismos que devemos acrescentar: Serem promotores das boas práticas da poupança de água; Não a usarem para regar jardins, nem para lavar os carros; ser apenas para o consumo de casa. Tomar banho, cozinhar, lavar a roupa são coisas básicas e nas quais também se pode poupar